Conjecturas - quinta, 13 de agosto
Fique por Dentro dos Bastidores
TRÁFICO DE PESSOAS
= Ao usar a Tribuna nesta semana na sessão ordinária da Câmara Municipal, o vereador Marcelino Nunes fez um alerta sobre o tráfico de bebês na fronteira.
Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Ponta Porã realizada na última terça-feira (11), o vereador Marcelino Nunes utilizou a Tribuna do Legislativo para abordar um tema grave e altamente sensível: o tráfico e a venda criminosa de bebês via fronteira entre o Brasil e o Paraguai.
Exímio conhecedor da área de segurança pública e no alto de seus sete mandatos parlamentares, a experiência de Marcelino faz com que ele conheça como poucos os meandros e a dinâmica desse submundo do crime na região.
DENÚNCIA
= O pronunciamento do parlamentar acendeu um sinal de alerta vermelho sobre as táticas utilizadas por redes criminosas que operam entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
A fala do vereador repercute um fato estarrecedor registrado nos últimos dias. Uma operação conjunta entre as forças de investigação da polícia brasileira e da polícia paraguaia culminou no resgate de um recém-nascido no lado paraguaio.
ROTA
= O bebê havia sido trazido de Campo Grande por um casal e entregue em Pedro Juan Caballero, evidenciando uma possível rota do tráfico de pessoas, especificamente de recém-nascidos.
De acordo com as apurações policiais, a principal e mais chocante suspeita aponta que a criança teria sido negociada, entregue ou trocada diretamente por drogas, evidenciando o nível de crueldade e a ousadia das organizações que atuam na linha internacional.

INTEGRAÇÃO
= Ao levantar o debate no Parlamento Municipal, Marcelino Nunes cobrou o fortalecimento da integração entre os órgãos de segurança dos dois países e a intensificação do monitoramento nas vias de acesso da fronteira, destacando que a proteção à infância e o combate a crimes dessa natureza exigem resposta firme e imediata do poder público, através do setor de segurança pública.
No caso específico do bebê resgatado em Pedro Juan, MNunes destacou a participação direta, efetiva e eficiente das polícias, do lado brasileiro a Polícia Civil e o do paraguaio a Polícia Nacional. “Foi um trabalho minucioso e de muita competência dos delegados envolvidos e agentes”, enfatizou o parlamentar.
GRAVIDADE
= A fala do vereador Marcelino Nunes acende a luz vermelha para uma situação gravíssima e que merece toda atenção das autoridades de segurança pública.
O mapeamento, via região de fronteira, já é um caminho para evitar que grupos criminosos atuem, mesmo diante de todas as dificuldades do trabalho na faixa de fronteira seca.
Carlos Monfort
DRT MS 144
pontaporaemdia.com




