Copa do Mundo: A crônica de uma tragédia anunciada
Um ciclo desastroso e um resultado ainda pior
A CARA DA TRAGÉDIA 1
Mais uma eliminação precoce, desta vez, para uma seleção quem nem está entre as principais forças do futebol mundial. A derrota por 2 a 0 para a Noruega começou muito antes do jogo deste domingo. E até acho que o Brasil criou oportunidades para vencer a partida.
A CARA DA TRAGÉDIA 2
Tivemos talvez o pior ciclo do nosso já bagunçado futebol. Denúncias de sempre provocando troca de comando na CBF e um trabalho que começou errado com Ramón Menezes de interino, passou por Fernando Diniz também interino por 6 meses, depois 15 meses para Dorival Júnior, até acharem Ancellotti para ser o salvador da pátria.
A CARA DA TRAGÉDIA 3
Tinha tudo pra dar errado. E deu. Soma-se a isso tudo uma geração que já não é das melhores e ainda das contusões que tiraram do Mundial Estevão, Rodrigo, Eder Militão e Wesley. E, já que besteira pouca é bobagem, ainda trouxeram Neymar, quase um ex-jogador em atividade.
A CARA DA TRAGÉDIA 4
É verdade que nos títulos de 70, 94 e 2002 a coisa não foi muito diferente. Trocas de treinadores no caminho, turbulências em torno das convocações e outras ‘cositas más’. Porém, com uma grande diferença: tínhamos talentos em abundância, que resolviam dentro de campo.
A CARA DA TRAGÉDIA 5
Hoje, não estamos, infelizmente, nem entre os melhores da América do Sul. Argentina e Colômbia, estão bem à frente. Ficamos embolados ali na bagunça uruguaia como terceira ou quarta força. Uma vergonha para um país cinco vezes Campeão do Mundo e com as nossas dimensões continentais.
A CARA DA TRAGÉDIA 6
Há muito tempo não produzimos talentos como antes (era quase em escala industrial). Chegamos a uma Copa do Mundo sem laterais confiáveis, sem um centroavante de alto nível e, pasmem, sem um mísero maestro no meio-de-campo. Vivemos na dependência de volantes que pisam na área e de atacantes de beirada.
A CARA DA TRAGÉDIA 7
O time até ia melhorando com o decorrer dos jogos, mas enfrentando adversários bem acessíveis como Haiti, Escócia e o Japão. Quando tivemos pela frente uma equipe melhor, como o Marrocos, fomos dominados e tivemos que comemorar um empate na bacia das almas.
A CARA DA TRAGÉDIA 8
A questão agora é saber se resta alguma esperança. Teremos um ciclo de 4 anos com o Ancelotti? O deixarão trabalhar? Teremos paciência com a nova geração? Vamos promover uma mudança total na estrutura do futebol brasileiro desde as categorias de base? Teremos? Teremos? Não sei. Não acredito e espero estar completamente equivocado.




