Pedro Juan Caballero - 2 de agosto de 2026
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Usineiros descartam cana no Pantanal, mas admitem plantar no Alto Paraguai

Publicado el 09/11/2019

Possibilidade, porém, tem entraves reconhecidos pelo próprio setor e que vúo de outras legislaÃ┬ºÃ┬Áes Ã┬á regras do Renovabio


Colheita mecanizada de cana; 86% da atividade em MS est no Conesul. (Foto: Arquivo)

Imediatamente aps o presidente Jair Bolsonaro baixar decreto que suspendeu os efeitos do zoneamento agroeconmico da cana-de-acar no pas, liberando em tese o cultivo em reas de biomas sensveis, entidades pblicas e organizaes no-governamentais emMato Grosso do Sulse debruaram sobre as demais leis para saber como oPantanale regies vizinhas seriam atingidas. Setor que seria responsvel pelos dois lados neste debate at ento simplista avano sobre omeio ambienteversus desenvolvimento econmico, a indstria sucroalcooleira rpida ao afirma que no existe chance de plantaes, usinas e destilarias chegaram ao Pantanal.

J em relao BAP (Bacia do Alto Paraguai, lindeira aoPantanale que se confunde com este), o discurso de que, agora, h possibilidades legais de a regio ser aproveitada para asculturas. Para isso, porm, seria necessria uma melhor conjuntura econmica para o setor atingido pela crise mas que em 2020 contar com o Renovabio, projeto do governo federal aprovado em 2017 que visa a incentivar o setor de biocombustveis, mas que tambm tem regras ambientais duras.

Antes de falarmos sobre o que muda, importante deixar claro o que no muda, antecipa-se em dizer Roberto Hollanda Filho, presidente da Biosul (Associao dos Produtores de Bioenergia deMato Grosso do Sul, que congrega as destilarias de lcool e usinas de acar). No vai ter cana no Pantanal, prosseguiu, antecipando que, nesta regio, barreiras legais se unem ao impedimento tcnico para a prpriacultura.

A cana no se desenvolve ali. Ento no vai ter cana-de-acar noPantanale no vai ter desmatamento de forma nenhuma, destacou o representante das usinas. Segundo ele, a derrubada do zoneamento dacultura, em primeiro lugar, derruba questes ligadas ao financiamento do setor e que, ao ser baixado o decreto de 2009, previu regras mais rgidas que as previstas no zoneamento estadual, elaborado no ano anterior. Mas, de l para c, surgiram instrumentos mais modernos para o controle, como o monitoramento via satlite, e tambm mais acessveis.

Hollanda Filho tambm destacou que o Cdigo Florestal, de 2012, tambm apresenta mais restries ambientais; enquanto a legislao estadual cobra uma srie de monitoramentos para que as usinas e destilarias possam funcionar. Por fim, ele destacou que o Renovabio, junto com as vantagens para desenvolvimento do setor, impe regras que incluem a excluso de quem adotar prticas como o desmatamento para instalao dacultura.

O plano para biocombustveis estimula o setor e pretende fazer do Brasil uma potncia ainda maior, mas em relao ao aspecto verde, absolutamente restritivo com quem no adotar uma postura de sustentabilidade. Ento, so trs instncias inibidoras de funcionamento: o Cdigo Florestal, a lei estadual e o Renovabio, explicou.

campograndenews.com

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