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IstoÃÔÇ░/Sensus: Bolsonaro lidera com 30,6%, Haddad tem 24,5%, Ciro, 7,7% e Alckmin, 5,6%

Publicado el 27/09/2018

Pesquisa ISTOÃÔÇ░/Sensus revela a consolidaÃ┬ºúo do cenário de polarizaÃ┬ºúo na eleiÃ┬ºúo presidencial entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. No segundo turno, a disputa está totalmente em aberto, com o candidato do PSL Ã┬á frente do petista na margem de erro


QUASE LInternado no hospital desde que foi vtima de um atentado, Bolsonaro j traa estratgias para o 2 turno das eleies
No dia 7 de outubro, as urnas eletrnicas sero o retrato de como a sociedade brasileira avalia os ltimos 16 anos do Pas. Na hora de fazer esse tira-teima, os brasileiros resolveram transformar a disputa em um plebiscito entre os dois extremos. o que mostra claramente a pesquisaSensusqueISTOpublica com exclusividade nesta edio. A polarizao entre PSDB e PT repetida nas ltimas eleies do pas deu lugar a uma polarizao PT versus anti-PT. Os eleitores dividem-se entre os que apoiam essa era e os que no apoiam, analisa o diretor do InstitutoSensus, Ricardo Guedes. O eleitor vota pragmaticamente, com a prevalncia das preocupaes e demandas por bens e servios sociais em contrapartida s variveis de cunho tico. H uma oposio do projeto liberal e das polticas sociais, como se fossem excludentes, observa.
HADDAD LULASob as bnos do ex-presidente preso, Haddad est muito prximo de carimbar o passaporte para a segunda fase das eleies (Crdito:Nelson Almeida)

De acordo com o levantamento, Jair Bolsonaro, do PSL, lidera as intenes de voto com 30,6% no quadro estimulado (quando os nomes dos candidatos so apresentados ao eleitor). Fernando Haddad, do PT, tem 24,5%. Ciro Gomes, do PDT, 7,7%. Geraldo Alckmin, do PSDB, 5,6%. Marina Silva, da Rede, que durante bom tempo figurou em segundo nas pesquisas, no levantamentoISTO/Sensusaparece apenas com 2,7%, seguida de Joo Amoedo, do Novo (1,9%); Alvaro Dias, do Podemos (1,7%) e Henrique Meirelles, do MDB (1,6%). Ou seja, a eleio polarizou de fato entre Bolsonaro e Haddad. Somente uma reviravolta improvvel ser capaz de tirar os dois do segundo turno. O quadro do primeiro turno est definido, afirma Guedes. O que acontecer no segundo turno depender agora do desempenho de cada candidato, seus partidos, seus programas e militantes no segundo turno.

LTIMOS SUSPIROSCiro ainda tenta mostrar ao eleitor que pode ser capaz de quebrar a polarizao dos extremos (Crdito:Nelson Almeida)

Nas simulaes de segundo turno, permanece quadro de diviso do Pas, com empate entre os candidatos. De acordo com a pesquisaISTO/Sensus, Bolsonaro teria 37,2% das intenes de voto no segundo turno, contra 36,3% de Fernando Haddad. Nas simulaes contra os demais candidatos, os percentuais aumentam, reforando a ideia de que o embate se d mesmo entre os dois. Bolsonaro teria 35,1% contra 33,5% de Ciro Gomes. Contra Alckmin, seria 38% versus 26,4%, em favor de Bolsonaro. Na disputa contra Marina, 37,4% a 26,5%, tambm pr-candidato do PSL. J Haddad venceria Ciro por 29,8% contra 25,6% e prevaleceria tambm sobre Alckmin (35,1% a 22,3%). Contra Marina, Haddad teria 37,3% e ela 17,5%.

No quadro que mostra as intenes de voto espontneas dos eleitores (quando o eleitor indica seu voto de memria, sem a lista dos candidatos), Bolsonaro ostenta 28% e Haddad 21,8%. Ou seja, no h grande diferena. Quando o espontneo cola no estimulado, isso significa cristalizao das eleies, afirma Guedes. Os eleitores, assim, j definiram suas escolhas. Somados, Bolsonaro e Haddad totalizam 51,5% das intenes de voto. Com 21,6% de brancos, nulos e ausncia de respostas, os demais onze candidatos disputam 23,3% do voto do eleitorado. Portanto, s uma hecatombe alteraria o resultado do primeiro turno.

ESFORO FINALO tucano Geraldo Alckmin ainda aposta numa virada na reta final da campanha (Crdito: Bruno Rocha/Fotoarena/Agncia O Globo)

Para consolidar esse quadro, a pesquisa revela ainda 80,4% do eleitorado j decidiu o candidato da sua preferncia. OSensusouviu 2 mil eleitores em 136 municpios de 24 estados das cinco regies do pas entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O ndice de confiana da pesquisa de 95%. A pesquisa est registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nmero BR-02407/2018.

Outro aspecto importante revelado pelo levantamentoISTO/Sensus que o voto til tornou-se, de fato, uma ferramenta considerada por boa parte dos eleitores. Normalmente, numa eleio de dois turnos, o eleitor vota primeiro naquele candidato de sua preferncia, exercendo a escolha no que lhe parece menos pior apenas no segundo turno. A pesquisa indica que tal situao j pode acontecer no domingo 7. Um percentual de 35,8% dos entrevistados afirma considerar o voto til no primeiro turno. Destes, 23,1% j afirmam que assim faro. E 12,7% admitem votar em um candidato que no seja da sua preferncia para evitar que outro candidato seja eleito. Os dois candidatos que lideram a pesquisa apresentam rejeio acima de 40%. Fica claro, de novo, o carter plebiscitrio da disputa. O eleitor votar pensando menos no que almeja e mais do que no deseja para os prximos quatro anos.

SINAMarina Silva repete o desempenho de eleies anteriores: boa de largada, mas ruim de chegada (Crdito:Diego Herculano)

Ricardo Guedes observa quais so as motivaes principais que movem cada um dos grupos que se polarizam. Bolsonaro significa o voto de risco em um novo pas mais liberal, afirma. Ou seja: boa parte de seus eleitores considera o risco que representam suas posies mais radicais em nome desse projeto. Haddad a lembrana da bonana independentemente dos problemas causados, completa o diretor do InstitutoSensus.

Assim, no imaginrio dos eleitores petistas, os tempos de ascenso social e maior bem estar so capazes de superar as denncias, a crise e o desgoverno de Dilma Rousseff e a priso do ex-presidente Lula, o que ainda soa inacreditvel. Por isso, fica a pergunta que estampa a abertura da matria: vamos mesmo por esse caminho? Pela pesquisaISTO/Sensus, sim. Enquanto Haddad e Bolsonaro j traam estratgias para o embate final, os demais candidatos, num derradeiro esforo para empreender uma virada improvvel, trabalharo para se apresentarem como opes polarizao. Na ltima semana, reforaro o discurso do equilbrio e da racionalidade, na tentativa de incutir na cabea do eleitor o perigo que poder representar a definio pelos extremos, mantendo o Brasil na ebulio em que se encontra, com todos os prejuzos acarretados estabilidade poltica e econmica do Pas. Que a racionalidade e o bom senso predominem no domingo.

Fonte:istoe.com.br
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