Pedro Juan Caballero - 7 de junio de 2026
el mundo

Com Rota Biocenica, Governo do Estado reestrutura rede de sade na regio de fronteira

Publicado el 20/05/2025

Crescimento populacional previsto exige reorganização estratégica da rede hospitalar na região sul e sudoeste do Estado; além da reestruturação da ...


Foto: Reproduo/Secom Mato Grosso do Sul

Crescimento populacional previsto exige reorganizao estratgica da rede hospitalar na regio sul e sudoeste do Estado; alm da reestruturao da rede hospitalar, mapeamento com o Paraguai ajudar a mapear potencialidades e desafios

Com foco na regionalizao e no planejamento estratgico diante do impacto da Rota Biocenica, o Governo de Mato Grosso do Sul est reestruturando a rede hospitalar na faixa de fronteira.

O novo modelo prope uma organizao por nveis: ateno primria e estabilizao de urgncias mais complexas nas cidades de origem, mdia complexidade concentrada em cidades-polo como Ponta Por e os atendimentos de alta complexidade direcionados a centros como Campo Grande e Dourados.

A reorganizao foi uma das pautas do Encontro Binacional promovido pela SES (Secretaria de Estado de Sade) no ltimo ms, em Ponta Por.

Integrante da Assessoria Tcnica Mdica da SES, o mdico Joo Ricardo Tognini destaca que a intensificao do fluxo de pessoas e o crescimento populacional e econmico esperados na regio sul do estado especialmente em Porto Murtinho, por conta da ponte sobre o Rio Paraguai que ligar a cidade Carmelo Peralta traro novos desafios para a sade pblica. Alm dos riscos associados mobilidade, como acidentes e traumas, h a necessidade de ampliar o acesso sade preventiva e curativa em todas as complexidades, explica Tognini.

Alm das propostas de apoio estruturao de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) em municpios estratgicos cuja implantao de responsabilidade das gestes municipais a SES est atuando de forma propositiva na consolidao de uma rede estadual estruturada em cintures de mdia complexidade.

Esses cintures funcionam em torno dos polos de alta complexidade (Campo Grande, Dourados e Trs Lagoas), com municpios vizinhos assumindo, gradativamente, atendimentos de mdia complexidade, como cirurgias gerais, ortopedia, urologia e ginecologia. A estratgia garante maior capilaridade assistncia hospitalar, reduzindo deslocamentos e fortalecendo o atendimento regionalizado, de forma integrada e resolutiva. Essa organizao busca

Reduzir deslocamentos longos de pacientes;
Desafogar os grandes hospitais estaduais;
Racionalizar a ocupao de leitos, garantindo vagas para casos graves.

Em Porto Murtinho, cidade com menos de 20 mil habitantes e sem servios hospitalares de maior complexidade, o plano envolve o fortalecimento da ateno primria. Casos regulados sero direcionados para cidades de apoio como Ponta Por.

J Ponta Por, com mais de 90 mil habitantes, possui um Hospital Regional com 127 leitos e capacidade de atender demandas cirrgicas e clnicas de mdia complexidade. A SES estuda a ampliao da oferta de especialidades como ortopedia e urologia, com investimentos em tecnologias como videocirurgia, e reforo na regulao estadual para evitar que casos simples ocupem leitos de alta complexidade

Cidades de apoio e transporte aeromdico

A estratgia inclui ainda o fortalecimento de cidades de apoio, como Bela Vista, Antnio Joo e Jardim, que podero absorver parte da mdia complexidade, compondo os cintures assistenciais. O modelo prev uma lgica hierarquizada de encaminhamentos, com investimento em infraestrutura hospitalar, capacitao de equipes, contratualizaes otimizadas e at ampliao do transporte aeromdico, crucial diante das longas distncias entre os municpios e os centros de referncia.

Nesse sentido, o transporte aeromdico considerado uma ferramenta estratgica para garantir atendimento rpido em situaes graves. Em um estado com territrio extenso, reas remotas e baixa densidade populacional, o socorro por via area pode ser decisivo. A ampliao desse servio integra o esforo do Governo do Estado para garantir acesso sade com mais agilidade e segurana em todo o Mato Grosso do Sul.

Segundo o secretrio de Estado de Sade, Maurcio Simes Corra, a regionalizao hospitalar exige planejamento tcnico criterioso, com estruturas alinhadas realidade de cada regio. No basta construir hospitais. preciso considerar a capacidade de gesto local, o perfil populacional e a lgica de funcionamento em rede. Em muitos municpios, manter equipes completas e estrutura de alta complexidade no vivel, afirma.

Ele destaca que o modelo adotado busca distribuir os servios conforme o porte e as necessidades de cada cidade, garantindo uma rede articulada e eficiente. Para isso, estamos fortalecendo desde a ateno primria aos mecanismos de regulao incluindo pontos mais complexos como transporte aeromdico. Todo esse trabalho tem o intuito de garantir que o paciente esteja no lugar certo, na hora certa, com o cuidado adequado, finaliza.

Sade transfronteiria e mapeamento

O novo modelo de atendimento hospitalar da SES foi apresentado durante o Encontro de Cooperao Interfederativa em Sade Brasil Paraguai, realizado nos dias 28 e 29 de abril em Ponta Por. O evento reuniu representantes de rgos de sade do Brasil e do Paraguai, alm de organizaes internacionais, para debater estratgias conjuntas de fortalecimento da ateno sade na linha de fronteira.

Na ocasio, foi assinado termo de cooperao entre Brasil e Paraguai dando incio a um amplo mapeamento das estruturas de sade nas cidades fronteirias entre os dois pases. A ao conta com o Governo de Mato Grosso do Sul como um dos signatrios, por meio da SES (Secretaria de Estado de Sade).

Dentre os pilares do termo est identificar capacidades hospitalares, recursos humanos e equipamentos disponveis em regies como Ponta Por (MS), Mundo Novo (MS), Pedro Juan Caballero (PY), Foz do Iguau (PR) e Ciudad del Este (PY).

O mapeamento nos permitir entender, em detalhes, a realidade de cada municpio, utilizando o cruzamento de dados a fim de verificar onde h falta de insumos, profissionais ou leitos. Esse levantamento essencial para direcionar investimentos e criar uma rede de sade integrada, capaz de atender rapidamente a populao fronteiria, destaca a secretria-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, que assinou representando Mato Grosso do Sul como um dos signatrios do documento. A previso que o trabalho das equipes tenha incio no prazo de 30 dias.

Danbia Burema, Comunicao SES
Foto capa: Saul Schram/Secom/Arquivo
Internas: Marcos Espndola/SES

pontaporaemdia.com

Buscador
Lo Ultimo