Pedro Juan Caballero - 30 de julio de 2026
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A fronteira e suas histórias reais........... A "disputa" armada pela linha internacional

Publicado el 24/02/2023

Linha divisória já produziu "cenas de guerra armada" entre "lideranças fronteiriças"


Por Carlos Monfort (*)

Toda fronteira um lugar diferenciado com suas peculiaridades e particularidades.

Mas a fronteira entre Ponta Por e Pedro Juan Caballero demasiada rica em histrias e estrias das mais diversas.

As reais nem sempre podem ser contadas abertamente, devido aos riscos iminentes que todo bom fronteirio conhece em detalhes.

Mas, as nossas histrias esto a para serem contadas.

Uma delas refere-se ao passado no to distante assim, l pelo meio da dcada dos anos 2000, quando o bumerangue do comrcio fronteirio com suas idas e vindas provocava volta e meia muitas discusses, debates e muitos finalmentes de diversas formas e contornos.

Uma delas, que muita gente vai lembrar nas primeiras prximas linhas, diz respeito ao enfrentamento ocorrido na linha internacional por conta da guerra entre os comrcios de Ponta Por e Pedro Juan Caballero.

Nesse episdio, a disputa era acirrada na venda de combustveis.

Pedro Juan assistia a multiplicao dos postos de combustveis em uma velocidade estratosfrica, enquanto que em Ponta Por esse ramo padecia.

Mas essa concorrncia desleal quase produziu uma tragdia entre lideranas fronteirias quando houve a abertura de valetas para impedir o trnsito de um lado para outro da fronteira de consumidores em busca de preo menor no lado paraguaio.

Determinada liderana aqui batizada de Y resolveu por conta prpria fechar a linha internacional na altura do trevo de acesso MS 164, para impedir que consumidores de Ponta Por atravessassem a linha internacional em busca de combustvel em posto recm inaugurado nas proximidades.

Os prefeitos poca das duas cidades foram avisados da deciso de fechamento do trecho urbano entre Ponta Por e Pedro Juan.

Ficaram mudos, surdos e calados.

As autoridades policiais idem, mas tiveram a mesma reao. Pasmem!

Mquinas amanheceram no local e passaram a abrir valetas gigantes bem na linha divisria.

Em poucos minutos, a muvuca estava armada.

Diante da inusitada situao, outras lideranas e suas respectivas assessorias dos dois lados da fronteira foram acionadas visando barrar a ao.

Em vo.

Liderana R chegou armado at debaixo das orelhas, mas teve que se conter diante do artefato blico superior encontrado no local.

O trabalho estava monitorado por seguranas fortemente armados da liderana Y que avisavam: quem chegar perto receber o bem vindo.

Com isso, armou-se uma batalha de seguranas armados at os dentes dos diferentes segmentos diretamente ligados situao instalada.

Em determinada altura dos acontecimentos e frente ao delicado clima de guerra, liderana F chegou acompanhado de um comboio de veculos.

Ao descer, dirigiu-se liderana Y e deu a ordem: o circo montado deveria, obrigatoriamente, ser desmontado em questo de meia hora, caso contrrio, a tragdia estava anunciada.

Isso tudo sob o olhar de profissionais da imprensa dos dois lados da fronteira, alm de uma multido de curiosos, atnitos com a cena de guerra diante do forte armamento empregado.

O aviso era claro:

Uma vez o circo no desmontado, a plateia assistiria ao que poderia ter sido a maior das tragdias e derramamento de sangue jamais visto nesta fronteira que muito j assistiu em termos de violncia.

Como o recado foi dado em alto e bom tom, o circo foi desarmado em questo de minutos - mquinas foram recolhidas e os seguranas idem, recolheram-se silenciosamente.

Posteriormente, mquinas da prefeitura pedrojuanina chegaram para restabelecer a ordem e reabrir o acesso ao lado paraguaio, sem mais nenhuma ameaa.

Essa foi uma das ocorrncias inusitadas produzidas na linha internacional.

Em outra oportunidade relataremos a "guerra" provocada pelas guas pluviais na linha internacional, que tambm atraiu ao local do entrevero "pz gordos" - como so chamadas as "lideranas" do lado de "all de nuestra frontera".

(*) Jornalista.

pontaporaemdia.com.br

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